Otoplastia pediátrica – Plástica da orelha em crianças

Conhecida também como cirurgia plástica de correção da orelha, a otoplastia é o procedimento cirúrgico que visa corrigir imperfeições da estrutura, como a macrotia (condição rara na qual o indivíduo nasce com orelhas muito grandes), correções de cirurgias prévias não bem sucedidas e proeminência, popularmente conhecida como “orelhas de abano”.

É caracterizada “orelha de abano” quando o órgão possui um ângulo superior a 30º em relação à cabeça do paciente e se dá devido a dois fatores principais:

  • Aumento ou laterização da concha (parte côncava da orelha);
  • Falta de dobras na região chamada de anti-hélice (área externa da orelha).

Na maioria dos casos essas características são hereditárias e raramente associadas a malformações. Portanto, é muito comum que mais de um membro da família apresente essa característica que pode ser corrigida por meio da otoplastia.

Em que idade a otoplastia pediátrica pode ser realizada?

A cirurgia plástica de orelha pode ser realizada na fase adulta, na adolescência, bem como na infância. Contudo, a melhor idade para realizar a otoplastia é entre os 5 e 7 anos, pois nesse período a orelha da criança está cerca de 85% desenvolvida.

O ideal é realizar o procedimento cirúrgico o quanto antes, a fim de evitar que a característica gere maiores problemas, como o bullying, ganhando apelidos maldosos na escola e sendo alvo de piadas entre as outras crianças.

Essas situações podem gerar problemas psicológicos e até levar à perda da autoestima, impactando no desenvolvimento social da criança.

Como descobrir se a criança enfrenta problemas com as orelhas de abano?

Uma cirurgia de correção como a otoplastia é frequentemente recomendada pelo cirurgião plástico  quando o paciente se diz incomodado com a própria aparência.

No entanto, tratando-se de uma criança ou adolescente, muitas vezes esse incômodo não é facilmente percebido ou admitido.

Existem alguns fatores que podem ajudar essa percepção por parte dos pais ou familiares, como, por exemplo:

  • Se a menina frequentemente se recusar a usar rabo de cavalo;
  • Se o garoto preferir utilizar cortes de cabelo que cubram as orelhas;
  • Uso frequente de boné por parte do jovem, com as orelhas para dentro;
  • Falta de vontade de ir à escola ou de ficar junto aos amigos;
  • Irritabilidade ao ter que deixar de realizar alguma das atividades anteriores.

A melhor saída quando existe a suspeita desse descontentamento físico é conversar com a criança e tentar entender se o aspecto das orelhas dela realmente a incomoda e, em caso afirmativo, procurar um profissional especializado que poderá orientá-los sobre o caso. (Confira algumas dúvidas frequentes sobre otoplastia).