Posso ter problemas respiratórios decorrentes da rinoplastia?

Quando planejada corretamente e bem realizada, a rinoplastia não prejudica a respiração do paciente. Ao contrário, caso haja alguma queixa respiratória, a cirurgia estética pode ser combinada a técnicas que aprimorem tanto a aparência quanto os aspectos funcionais do nariz.

A rinoplastia exige expertise do profissional, já que é um dos procedimentos mais delicados no universo das cirurgias plásticas. Isto ocorre por dois motivos principais: 1) a centralidade do nariz na face, o que o torna um elemento de destaque para uma feição harmônica; 2) a importância desse órgão para a função respiratória.

Como escolher um profissional para minha rinoplastia?

Em primeiro lugar, um bom cirurgião deverá conhecer e dominar as técnicas de rinoplastia que aprimorem a aparência do nariz, sem descuidar dos elementos estruturais que são responsáveis por manter suas funcionalidades respiratórias. Buscar por um membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) garante que você esteja sendo acompanhado por um médico com treinamento especializado e que atue de acordo com o código de ética dessa entidade diminuindo o risco de complicações posteriores.

Em segundo lugar, é importante estabelecer uma comunicação adequada com o cirurgião escolhido, partilhando suas expectativas a respeito da aparência de seu nariz, informando sobre eventuais problemas prévios de saúde e esclarecendo dúvidas sobre os momentos do pré e do pós-operatório.

Por último, é necessário realizar todos os exames solicitados por seu médico, que garantirão mais segurança na hora da operação e também darão a ele mais informações sobre questões respiratórias de cada paciente. Assim, o cirurgião poderá verificar se há problemas funcionais, como desvio de septo ou hipertrofia de cornetos nasais.

Quais correções funcionais do nariz podem melhorar a respiração?

Entre os problemas anatômicos mais comuns que podem prejudicar a respiração estão o desvio do septo (a parede que divide as narinas) e o aumento dos cornetos (lâminas de ossos esponjosos que formam a cavidade nasal). O primeiro pode ocorrer tanto por questões genéticas, quanto por traumas e infecções na região; já o segundo é mais comumente associado a alergias e rinites crônicas.

Quando um paciente sofre de obstrução nasal constante e apresenta essas condições anatômicas, verificadas por meio dos exames pré-operatórios, pode haver a indicação de procedimentos como a septoplastia (correção de desvio do septo) e a turbinoplastia (redução de parte dos cornetos) combinados à rinoplastia.

Posso ter dificuldades respiratórias após a rinoplastia?

Logo após a realização da rinoplastia, é comum que o paciente sinta uma obstrução nasal temporária. Derivada da intervenção cirúrgica nas estruturas ósseas e nas mucosas nasais, essa obstrução é mais acentuada nos primeiros dias do pós-operatório e vai se atenuando com o passar das semanas.

Para garantir uma cicatrização adequada da região, propiciando tanto os resultados estéticos quanto funcionais desejados, é necessário seguir rigorosamente as orientações de seu médico. Repousar, dormir com a cabeça elevada, lavar constantemente o nariz com soro fisiológico, realizar compressas frias nos primeiros dias do pós-operatório e evitar esforços físicos são algumas das recomendações para uma recuperação mais rápida e tranquila.

Além disso, manter o acompanhamento com seu cirurgião é fundamental para avaliar a evolução dos resultados da rinoplastia, tornando essencial a escolha de um profissional de confiança, que seja comprometido com todo o processo operatório do paciente, desde seu planejamento até a completa recuperação.

É possível corrigir problemas respiratórios causados por uma rinoplastia anterior?

Intervenções prévias mal planejadas ou executadas de maneira radical, não só podem descaracterizar a harmonia do rosto, como comprometer a passagem de ar necessária à respiração. A diminuição excessiva do dorso nasal ou do tamanho das narinas, por exemplo, pode causar problemas estéticos e respiratórios posteriores à operação. Nesses casos, alguém que já se submeteu a uma cirurgia pode ter ficado insatisfeito com a aparência de seu nariz ou com dificuldades para respirar.

Um cirurgião plástico qualificado deve equacionar a transformação estética com as necessidades estruturais do nariz para manter ou aprimorar as suas funções respiratórias. Nos casos de rinoplastia secundária, pode haver reconstrução estrutural, enxertos estabilizadores e alargamento de narinas para atingir resultados corretivos respiratórios e de deformidades derivadas de um procedimento anterior.